Vacinas que devem ser realizadas em idosos
Manter as vacinas em dia é uma das formas mais importantes de prevenir doenças infecciosas, especialmente na velhice. Com o envelhecimento, algumas infecções podem apresentar maior risco de complicações, hospitalização e morte.
No Brasil, o Calendário Nacional de Vacinação 2026 apresenta as vacinas indicadas para pessoas com 60 anos ou mais. Algumas fazem parte da rotina de vacinação dos idosos, enquanto outras são recomendadas apenas para determinados grupos ou situações.
Entre as principais vacinas indicadas estão as vacinas contra influenza, covid-19, hepatite B e difteria e tétano. Também existem recomendações específicas para vacinas contra febre amarela, sarampo, caxumba e rubéola, varicela e doenças pneumocócicas.
Aviso: este artigo tem finalidade informativa e não substitui uma avaliação médica ou a orientação de um profissional de saúde. O esquema de vacinação pode variar de acordo com o histórico vacinal, idade, doenças, medicamentos utilizados, profissão, local de residência e viagens.
Por que a vacinação é importante para idosos?
O sistema imunológico sofre alterações naturais com o envelhecimento. Como consequência, algumas pessoas idosas podem apresentar maior risco de desenvolver formas graves de determinadas infecções.
Além disso, uma infecção pode provocar hospitalização, perda temporária ou permanente de independência e um período prolongado de recuperação.
A vacinação ajuda a reduzir o risco de diversas doenças infecciosas e faz parte dos cuidados preventivos ao longo da vida.
Por isso, manter a caderneta de vacinação atualizada é uma medida importante para preservar a saúde e a qualidade de vida na velhice.
Quais vacinas o idoso deve tomar?
De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação 2026 do Ministério da Saúde, as principais vacinas contempladas para pessoas com 60 anos ou mais são:
- hepatite B;
- difteria e tétano (dT);
- febre amarela, em situações específicas;
- tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), para determinados grupos;
- pneumocócica 20-valente, para grupos específicos;
- influenza;
- varicela, para determinados grupos;
- covid-19.
A indicação, o número de doses e a necessidade de reforços dependem do histórico de vacinação e das características de cada pessoa.
Vacina contra influenza (gripe)
A vacina contra influenza é uma das principais vacinas para idosos.
O Calendário Nacional de Vacinação 2026 recomenda uma dose anual para pessoas com 60 anos ou mais, de acordo com a temporada de vacinação.
A gripe pode ser mais grave em pessoas idosas, principalmente quando existem doenças crônicas ou outras condições que aumentam o risco de complicações.
Com que frequência o idoso deve tomar a vacina da gripe?
A recomendação é tomar uma dose todos os anos.
A vacinação anual é importante porque os vírus influenza sofrem alterações ao longo do tempo e a composição da vacina pode ser atualizada para acompanhar as cepas circulantes.
Vacina contra covid-19
A vacinação contra covid-19 continua fazendo parte do calendário de vacinação dos idosos.
No Calendário Nacional de Vacinação 2026, a recomendação para pessoas com 60 anos ou mais é de uma dose a cada seis meses.
O principal objetivo da vacinação nessa faixa etária é reduzir o risco de formas graves da doença e suas complicações.
Pessoas com determinadas condições que comprometem o sistema imunológico podem seguir recomendações diferentes.
Vacina contra hepatite B
A hepatite B é uma infecção causada pelo vírus da hepatite B que pode provocar inflamação do fígado e, em alguns casos, evoluir para doença hepática crônica, cirrose e câncer de fígado.
Para idosos, o Calendário Nacional de Vacinação 2026 prevê três doses da vacina contra hepatite B, de acordo com o histórico vacinal.
Se o idoso não sabe se recebeu a vacina anteriormente, é importante procurar uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal.
Vacina contra difteria e tétano (dT)
A vacina dT protege contra duas doenças potencialmente graves: difteria e tétano.
Para idosos que não possuem o esquema básico completo, o calendário prevê três doses.
Depois de completar o esquema, recomenda-se uma dose de reforço a cada 10 anos.
Esse intervalo pode ser antecipado para cinco anos em situações de maior risco de exposição à difteria ou ao tétano.
O que fazer se o idoso não sabe quando tomou a última dose?
O ideal é levar a caderneta de vacinação a uma unidade de saúde.
O profissional poderá verificar o histórico disponível e orientar sobre a necessidade de completar ou atualizar o esquema.
Vacina contra febre amarela
A vacinação contra febre amarela merece atenção especial em pessoas com 60 anos ou mais.
O Calendário Nacional de Vacinação 2026 prevê uma dose em situações excepcionais, especialmente para pessoas não vacinadas que apresentam alto risco de contrair a doença.
Isso inclui residentes ou viajantes para áreas com risco epidemiológico.
Em idosos, a decisão de vacinar deve considerar cuidadosamente o risco de exposição e as condições individuais de saúde.
A vacina contra febre amarela é uma vacina de vírus vivo atenuado. Por isso, determinadas condições de saúde e situações de imunossupressão exigem avaliação profissional antes da vacinação.
O idoso pode tomar a vacina contra febre amarela?
Pode haver indicação, mas a vacina não deve ser tomada automaticamente por toda pessoa com mais de 60 anos.
A decisão deve considerar:
- histórico de vacinação;
- local de residência;
- destino de viagens;
- situação epidemiológica;
- condições de saúde;
- medicamentos utilizados.
Para viajantes, o Ministério da Saúde recomenda que a vacinação seja realizada pelo menos 10 dias antes da viagem quando houver indicação.
Vacina pneumocócica
As infecções causadas por pneumococos podem provocar doenças graves, incluindo pneumonia, meningite e infecções invasivas.
A vacinação pneumocócica pode ser especialmente importante para pessoas com maior risco de doença pneumocócica.
No Calendário Nacional de Vacinação 2026, a vacina pneumocócica 20-valente está indicada para idosos não vacinados que vivem acamados e/ou institucionalizados, como aqueles que vivem em instituições de longa permanência, casas de repouso, hospitais ou outras instituições de acolhimento.
Também existe indicação para povos indígenas sem histórico de vacinação com vacina pneumocócica conjugada.
Portanto, a vacina pneumocócica 20-valente não é indicada automaticamente para todos os idosos no calendário do SUS.
Recomendações de outros países podem utilizar vacinas pneumocócicas diferentes e esquemas distintos. Por isso, recomendações encontradas em fontes estrangeiras não devem ser aplicadas automaticamente à população brasileira.
Vacina tríplice viral
A vacina tríplice viral, também chamada de SCR, protege contra:
- sarampo;
- caxumba;
- rubéola.
Para a população idosa em geral, ela não é uma vacina de rotina.
No calendário de 2026, a recomendação para idosos está relacionada principalmente a trabalhadores da saúde com atuação profissional, que devem ter sua situação vacinal avaliada e atualizada quando necessário.
Em determinadas situações epidemiológicas, outras pessoas podem receber indicação após avaliação do serviço de saúde.
Por isso, um idoso não deve concluir que precisa receber a tríplice viral simplesmente por ter mais de 60 anos.
Vacina contra varicela
A vacina contra varicela protege contra a catapora.
Ela não é uma vacina de rotina para todos os idosos.
No Calendário Nacional de Vacinação 2026, a vacinação contra varicela pode ser indicada para trabalhadores da saúde e povos indígenas que não tenham histórico da doença ou estejam em dúvida, mediante avaliação do serviço de saúde.
E outras vacinas?
Além das vacinas presentes no calendário de rotina, outras vacinas podem ser indicadas para determinadas pessoas de acordo com:
- idade;
- doenças crônicas;
- condições do sistema imunológico;
- profissão;
- viagens;
- local de residência;
- risco de exposição a determinadas doenças.
Também existem vacinas disponíveis na rede privada que podem ter indicações diferentes das vacinas oferecidas rotineiramente pelo SUS.
Por isso, é importante diferenciar:
- vacinas de rotina;
- vacinas indicadas para grupos específicos;
- vacinas recomendadas em determinadas situações;
- vacinas disponíveis na rede privada.
Não é correto considerar que toda vacina recomendada em outro país seja automaticamente indicada para todos os idosos brasileiros.
Vacinação de idosos com doenças crônicas
Ter uma doença crônica não significa necessariamente que o idoso não possa ser vacinado.
Na verdade, algumas doenças crônicas podem aumentar o risco de complicações causadas por determinadas infecções.
Entretanto, algumas condições de saúde podem modificar o esquema de vacinação ou exigir cuidados especiais.
Por isso, idosos com doenças como:
- diabetes;
- doenças cardíacas;
- doenças pulmonares;
- doenças renais;
- doenças do fígado;
- câncer;
- doenças que afetam o sistema imunológico;
devem informar essas condições ao profissional responsável pela vacinação.
Idosos que usam medicamentos imunossupressores precisam de cuidados especiais
Alguns medicamentos podem reduzir a atividade do sistema imunológico.
Isso é especialmente importante para determinadas vacinas de vírus vivo atenuado, como as vacinas contra febre amarela e varicela.
Nessas situações, a vacinação deve ser avaliada individualmente.
O idoso não deve interromper nenhum medicamento por conta própria para poder tomar uma vacina.
É seguro tomar várias vacinas na mesma época?
Em determinadas situações, diferentes vacinas podem ser administradas na mesma visita.
Isso pode facilitar a atualização da caderneta e evitar que o idoso precise retornar várias vezes ao serviço de saúde.
Entretanto, a melhor estratégia depende das vacinas, do histórico individual e das recomendações vigentes.
Por isso, o ideal é levar a caderneta de vacinação para que um profissional verifique quais doses estão indicadas.
O que fazer se o idoso perdeu a carteira de vacinação?
A perda da caderneta não significa que a vacinação precise ser abandonada.
O ideal é procurar uma unidade de saúde para verificar o histórico disponível e atualizar as vacinas necessárias.
Quando possível, é importante guardar a nova caderneta junto com os documentos pessoais e manter um registro atualizado das doses recebidas.
O idoso precisa tomar todas as vacinas novamente?
Não necessariamente.
A necessidade de novas doses depende do histórico de vacinação.
Algumas vacinas exigem doses de reforço ao longo da vida, enquanto outras podem exigir apenas a conclusão de um esquema iniciado anteriormente.
Por isso, antes de repetir uma vacina, é importante verificar os registros disponíveis e seguir a orientação do serviço de saúde.
Vacinas para idosos: checklist
Uma maneira simples de verificar a situação vacinal é conferir:
- vacina contra influenza atualizada;
- vacina contra covid-19 atualizada;
- esquema de hepatite B completo;
- esquema de difteria e tétano atualizado;
- situação da vacina contra febre amarela avaliada quando indicada;
- vacinação pneumocócica avaliada quando pertencente a um grupo indicado;
- situação da tríplice viral avaliada quando houver indicação;
- situação da vacina contra varicela avaliada quando houver indicação.
Esse checklist é apenas um guia e não substitui a avaliação individual da caderneta de vacinação.
Perguntas frequentes sobre vacinas para idosos
Qual é a vacina mais importante para o idoso?
Não existe uma única vacina mais importante para todas as pessoas idosas.
A necessidade depende da idade, histórico vacinal, condições de saúde e risco de exposição.
Entre as vacinas previstas para idosos no calendário brasileiro estão influenza, covid-19, hepatite B e difteria e tétano. Outras são indicadas para grupos ou situações específicas.
Quantas vacinas um idoso deve tomar?
Não existe um número igual para todos os idosos.
Algumas pessoas precisarão apenas manter as vacinas de rotina atualizadas, enquanto outras precisarão completar esquemas anteriores ou receber vacinas adicionais devido a determinadas condições.
O idoso deve tomar a vacina da gripe todos os anos?
Sim. O Calendário Nacional de Vacinação 2026 recomenda uma dose anual da vacina influenza para pessoas com 60 anos ou mais.
De quanto em quanto tempo o idoso deve tomar a vacina contra covid-19?
Para pessoas com 60 anos ou mais, o calendário brasileiro de 2026 recomenda uma dose a cada seis meses.
Pessoas com determinadas condições de saúde podem seguir esquemas diferentes.
Idoso precisa tomar vacina contra pneumonia?
A vacinação pneumocócica pode ser indicada para determinados idosos.
No Calendário Nacional de Vacinação 2026, a vacina pneumocócica 20-valente está indicada para idosos não vacinados que vivem acamados e/ou institucionalizados, além de determinados povos indígenas.
Isso não significa que todo idoso precise receber automaticamente essa vacina pelo SUS.
Pessoas com mais de 60 anos podem tomar vacina contra febre amarela?
Podem existir situações em que a vacinação seja indicada.
Entretanto, em pessoas com 60 anos ou mais, especialmente aquelas que nunca foram vacinadas, a decisão deve considerar o risco de exposição à doença e as condições individuais de saúde.
O idoso pode tomar vacina se estiver tomando vários medicamentos?
Em muitos casos, sim.
Entretanto, determinados medicamentos podem modificar a indicação ou o momento de algumas vacinas.
Por isso, é importante informar ao profissional de saúde todos os medicamentos utilizados.
Conclusão
As vacinas continuam sendo importantes na velhice e devem fazer parte dos cuidados preventivos do idoso.
No Brasil, o Calendário Nacional de Vacinação 2026 recomenda vacinas como influenza, covid-19, hepatite B e difteria e tétano para idosos, enquanto outras, como febre amarela, pneumocócica 20-valente, tríplice viral e varicela, são indicadas de acordo com situações ou grupos específicos.
O mais importante é manter a caderneta de vacinação atualizada e verificar periodicamente se existem doses pendentes.
Se você não sabe quais vacinas já tomou, perdeu sua caderneta ou possui alguma doença crônica, procure uma unidade de saúde. Um profissional poderá avaliar seu histórico e indicar as vacinas adequadas para sua situação.
Manter a vacinação em dia é uma medida simples que pode ajudar a prevenir doenças graves e contribuir para um envelhecimento mais saudável e seguro.




