Vitaminas e Suplementos

Vitamina D: quando investigar e por que evitar suplementação por conta própria

A vitamina D é importante para ossos e músculos, mas doses inadequadas podem trazer riscos.

Por Equipe editorial22 de maio de 20262 min de leitura

A vitamina D é essencial para a saúde dos ossos e músculos. Ela participa da absorção de cálcio e fósforo, ajudando a manter a massa óssea e a força muscular.

Apesar de ser um dos suplementos mais populares, isso não significa que todas as pessoas precisem tomá-lo. Tanto a deficiência quanto o excesso podem causar problemas, por isso a investigação e a suplementação devem ser individualizadas.

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista.

Você está em risco?

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), apresentam maior risco de deficiência de vitamina D: idosos; pessoas com pouca exposição ao sol; pessoas de pele escura; pessoas com obesidade; gestantes; portadores de doenças intestinais ou renais; usuários de alguns medicamentos que interferem no metabolismo da vitamina D.

Quem realmente precisa dosar vitamina D?

A dosagem de vitamina D não faz parte dos exames de rotina para toda a população. Em geral, ela é recomendada apenas para pessoas com fatores de risco (citadas acima) ou doenças em que o resultado possa modificar o tratamento.

Quais são os valores considerados adequados?

Segundo a SBEM:

População geral: acima de 20 ng/mL. Grupos de maior risco: entre 30 e 60 ng/mL. Acima de 100 ng/mL: aumenta o risco de intoxicação.

Como obter vitamina D?

Alimentação: As principais fontes alimentares são peixes gordurosos (como salmão, sardinha e atum), óleo de fígado de peixe, gema de ovo, fígado e alimentos fortificados. Ainda assim, a alimentação costuma fornecer apenas parte das necessidades diárias.

Exposição solar: A maior parte da vitamina D é produzida pela pele após a exposição ao sol. Essa produção depende de fatores como horário, estação do ano, idade, cor da pele, local onde a pessoa vive e uso de protetor solar. Por isso, não existe um tempo de exposição ideal que sirva para todos.

Suplementação: Quando há deficiência confirmada ou risco aumentado, o médico pode indicar suplementação diária ou semanal.

Por que não suplementar por conta própria?

A vitamina D pode se acumular no organismo. O excesso pode provocar aumento do cálcio no sangue, causando náuseas, vômitos, perda de apetite, sede intensa, aumento da urina, fraqueza, confusão mental, cálculos renais e, nos casos mais graves, insuficiência renal.

Desconfie de promessas amplas

A vitamina D é importante, mas não faz milagres. Nenhum suplemento substitui uma alimentação equilibrada, atividade física, sono de qualidade e o acompanhamento adequado das doenças crônicas. Em saúde, soluções simples para problemas complexos costumam merecer cautela.

Referências

  1. NIH Office of Dietary Supplements - Vitamin D
  2. Posicionamento Oficial da SBEM
  3. Vitamin D deficiency in adults: Definition, clinical manifestations, and treatment